quarta-feira, 11 de junho de 2008

Bíblia x Arqueologia



Descobertas arqueológicas indicam que as histórias narradas no livro sagrado estão mais para lendas do que para verdades históricas.
A disputa entre ciência e religião pela posse da verdade é antiga. No Ocidente, começou no século XVI, quando Galileu defendeu a tese de que a Terra não era o centro do Universo. Essa primeira batalha foi vencida pela Igreja, que obrigou Galileu a negar suas idéias para não ser queimado vivo. Mas o futuro dessa disputa seria diferente: pouco a pouco, a religião perdeu a autoridade para explicar o mundo.

Quando, no século XIX, Darwin lançou sua teoria sobre a evolução das espécies, contra a idéia da criação divina, o fosso entre ciência e religião já era intransponível. Nas últimas décadas, a Bíblia passou a ser alvo de ciências como a filologia, a arqueologia e a história. E o que os cientistas estão provando é que o livro mais importante da história é, em sua maior parte, uma coleção de mitos, lendas e propaganda religiosa.
Das três ciências que estudam a Bíblia, a arqueologia tem se mostrado a mais promissora. "Ela é a única que fornece dados novos", diz o arqueólogo israelense Israel Finkelstein, diretor do Instituto de Arqueologia da Universidade de Tel Aviv e autor do livro The Bible Unearthed (A Bíblia desenterrada), publicado em 2002. A obra causou um choque em estudiosos de arqueologia bíblica, porque reduz os
relatos do Antigo Testamento a uma coleção de lendas inventadas a partir do século VII a.C.
A ciência também analisa os textos do Novo Testamento, embora o campo de batalha aqui esteja muito mais na filologia (ciência que estuda uma língua, literatura, cultura ou civilização sob uma visão histórica, a partir de documentos escritos) Leia mais aqui. A arqueologia, nesse caso, serve mais para compor um cenário para os fatos do que para resolver contendas entre as várias teorias.

Bíblia x Arqueologia

A libertação do Egito.

O que diz a Bíblia - No Êxodo, Deus escolhe Moisés como libertador do povo hebreu, envia as Dez Pragas e divide as águas do Mar Vermelho. No Monte Sinai, já a caminho da Terra prometida, Moisés recebe as tábuas dos Dez Mandamentos.
O que diz a Arqueologia - Não há qualquer registro da existência de Moisés ou dos fatos descritos no Êxodo. Aliás, boa parte dos reinos e locais citados na sua jornada também não existiam no século XIII a.C. e só surgiriam 500 anos depois. A escolha do lugar que passou a ser conhecido como Monte Sinai ocorreu entre os séculos IV e VI d.C. por monges bizantinos.

O Dilúvio universal.

O que diz a Bíblia - Segundo o Gênesis, um grande dilúvio destruiu a Terra. Noé e sua família, avisados, construíram uma arca para salvar um casal de cada espécie animal.
O que diz a Arqueologia - Ruínas achadas no Mar Negro, próximo da Turquia, mostram que houve uma enchente catastrófica por volta de 5600 a.C. O nível do Mar Mediterrâneo subiu e irrompeu pelo Estreito de Bósforo, inundando a planície onde hoje está localizado o Mar Negro. Na época, a região era uma planície de terras férteis, com um lago. Sobreviventes dessa catástrofe migraram para a Mesopotâmia.
Assim teria surgido a história do dilúvio no texto sumério de Gilgamesh. Os hebreus conheceram a história quando estiveram cativos na Babilônia.

A conquista de Canaã.

O que diz a Bíblia - Depois da libertação do Egito, Moisés conduziu os hebreus até a entrada da Terra Prometida. Ali, os israelitas enfrentam os nativos canaanitas com uma ajuda divina: ao toque de suas trombetas, as muralhas de Jericó desabam miraculosamente.
O que diz a Arqueologia - Jericó nem tinha muralhas nesse período. Na verdade, a tomada de Canaã pelos hebreus acontece de forma gradual, quando as tribos hebraicas trocam o pastoreio pela agricultura dos vales férteis. A história da conquista foi escrita durante o século VII d.C., mais de 500 anos depois da chegada dos hebreus aos vales cananeus.

A saga do rei David.

O que diz a Bíblia - Após derrotar Golias, David firma-se como rei dos hebreus, submetendo primeiro a tribo de Judá e, posteriormente, todas as 11 tribos israelitas.
O que diz a Arqueologia - Em 1993 foi encontrado uma pedra de basalto datada do século IX a.C. com escritos que mencionam a existência de um rei hebreu chamado David. Mas não há qualquer evidência das conquistas de David narradas na Bíblia. David pode ter sido o líder de um grupo de rebeldes vindos de camadas pobres dos cananeus que, nessa época, atacava as cidades do sul da Palestina.

A guerra assíria.

O que diz a Bíblia - Por volta de 700 a.C., o rei Ezequias, de Judá, revolta-se contra os assírios. Judá é atacada e a cidade de Lachish é completamente destruída.
O que diz a Arqueologia - Os fatos são narrados com precisão histórica. Achados arqueológicos permitiram reconstruir o cenário da batalha descrita na Bíblia. Além disso, a destruição de Lachish pelos assírios foi expressa num relevo em Nínive, a capital assíria, e as imagens batem com a narrativa bíblica.

Império de Salomão.

O que diz a Bíblia - Salomão sucedeu a seu pai, David, fez alianças com reinos vizinhos e construiu o Templo de Jerusalém. Em seu reinado, os israelitas alcançaram opulência e poder. Salomão construiu palácios e fortalezas em Jerusalém, Megiddo, Hazon e Gezer.
O que diz a Arqueologia - Não há sinal de arquitetura monumental em Jerusalém ou em qualquer das outras cidades citadas. Tudo leva a crer que Salomão, como David, eram apenas pequenos líderes tribais de Judá, um Estado pobre e politicamente inexpressivo.

Desastre ecológico no Mundo Antigo?

As dez pragas que Deus teria enviado para salvar os judeus da escravidão no Egito podem ser um eco fantasiado de uma catástrofe ecológica que realmente aconteceu no Egito. Veja abaixo quais são as pestes e como a ciência explica cada uma delas.
1. As águas do Nilo se tingem de sangue.
Uma mudança climática repentina esquenta a água do Nilo e provoca a reprodução descontrolada de Pfiesteria, uma alga que provoca hemorragias nos peixes, matando-os e intoxicando as águas com sangue.
2. Rãs cobrem a terra.
A intoxicação das águas faz rãs e sapos fugirem, espalhando-se por toda a região.
3. Mosquitos atormentam homens e animais.
A morte dos sapos produz uma superpopulação de insetos, inclusive do terrível maruim, um pequeno mosquito de picada dolorida.
4. Moscas escurecem o ar e atacam homens e animais.
Outro tipo de inseto, a mosca dos estábulos, transforma-se em praga, atacando todo tipo de mamífero que encontra.
5. Uma peste atinge os animais.
A peste eqüina africana e a peste da língua azul são doenças transmitidas pelo maruim e que atingem mamíferos.
6. Pústulas cobrem homens e animais.
O mormo, uma doença eqüina que também ataca o homem, é transmitida pela mosca dos estábulos. Ela produz úlceras na pele.
7. Chuva de granizo destrói plantações.
O granizo pode cair nas regiões desérticas do Mediterrâneo, embora seja um fenômeno relativamente raro.
8. Nuvem de gafanhotos ataca plantações.
Os gafanhotos também são uma praga conhecida na região.
9. Escuridão encobre o Sol por três dias.
Uma tempestade de areia pode durar dias e é capaz de encobrir completamente a luz do Sol.
10. Os primogênitos de homens e animais morrem.
Cereais guardados em celeiros ainda úmidos podem desenvolver um bolor altamente tóxico. Como no Egito antigo os primogênitos (tanto humanos quanto dos animais) tinham a precedência na alimentação, em tempos de escassez eles foram os primeiros a ser fatalmente intoxicados pelo bolor.
Sobre Jesus.
Pescador de homens.
O que diz a Bíblia - Depois de ser batizado por João Batista e sofrer as tentações no deserto, Jesus foi para a Galiléia, onde recrutou seus primeiros discípulos entre os pescadores do lago Tiberíades. Escolheu viver com seus seguidores em Cafarnaum, uma pequena vila de pescadores.
O que diz a Arqueologia - Cafarnaum existiu e era um povoado com cerca de 1 500 moradores na época em que Jesus viveu. Escavações encontraram os restos de uma casa que pode ter sido de um dos discípulos, provavelmente de Simão Pedro, o primeiro a ser recrutado por Jesus.
Infância desconhecida.
O que diz a Bíblia - Não há quase nada sobre a infância e a adolescência de Jesus, com exceção de uma passagem em que, aos 12 anos, numa visita ao Templo de Jerusalém durante a Páscoa, seus pais o encontram discutindo teologia com os sábios nas escadarias do templo de Jerusalém.
O que diz a Arqueologia - Escavações recentes revelaram que, ao mesmo tempo em que Jesus crescia em Nazaré, bem próximo era construída a monumental cidade de Séfores, idealizada pelo rei hebreu Herodes Antibas para ser a capital da Galiléia. Séfores estava a uma hora a pé de Nazaré e é muito provável que José e Jesus tenham trabalhado como carpinteiros em sua construção. Em Séfores, Jesus teria visto a família real, a opulência das famílias dos sacerdotes do Templo de Jerusalém e, provavelmente, teve contato com a cultura dos hebreus helenizados.

Fonte:

Mais informações: Biblical Archaeology Society

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Contra quem lutamos?


Um ermitão, uma destas pessoas que por amor a Deus se refugiam na solidão do deserto, do bosque ou das montanhas para dedicar-se somente à oração e à penitência, muitas vezes reclamava que tinha muito que fazer.
Lhe perguntaram como era possível que em sua solidão tivesse tanto trabalho.
- Tenho que domar dois falcões, treinar duas águias, manter quietos dois coelhos, vigiar uma serpente, carregar um asno e sujeitar um leão.
- Não vemos nenhum animal perto do local onde vives.
Onde estão estes animais?
O ermitão então explicou:
- Estes animais todos os homens têm, vocês também...
Os dois falcões se lançam sobre tudo o que aparece, seja bom ou mau.
Tenho que domá-los para que só se fixem sobre uma boa presa.
São meus olhos.
As duas águias ferem e destroçam com suas garras.
Tenho que treiná-las para que sejam úteis e ajudem sem ferir.
São minhas mãos.
Os dois coelhos querem ir onde lhes agrada, fugindo dos demais e esquivando-se das dificuldades.
Tenho que ensinar-lhes a ficarem quietos mesmo que seja penoso, problemático ou desagradável.
São meus pés.
O mais difícil é vigiar a serpente, apesar dela estar presa numa jaula de 32 barras.
Está sempre pronta para morder e envenenar os que a rodeiam, mal se abre a jaula. Se não a vigio de perto, causa danos.
É minha língua.
O burro é muito obstinado, não quer cumprir com suas obrigações.
Alega estar cansado e se recusa a transportar a carga de cada dia.
É meu corpo.
Finalmente, preciso domar o leão.
Quer ser o rei, o mais importante; é vaidoso e orgulhoso.
É meu coração.
Portanto, há muito que fazer...

Texto:
Autor desconhecido.
Versão do espanhol por Ria & Rosi Piat
Link: Reflexões...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Peso justo e justa medida...

Eglitz

Auto-analisarmos com autocrítica bem acurada, pode parecer injusto com nós mesmos.
Isso pode ser doloroso no sentido de admitir erros e responsabilidades, porém é salutar quando nos ajuda a eliminar a autopiedade e a hipocrisia.
Não adianta tentarmos convencer aos outros com a nossa verdade, quando ela não convence nem a nós mesmos.
Se o leão que mata toda a descendência do seu antecessor - num gesto instintivamente egoístico, sob o ponto de vista humano – "parar por um momento, e se conscientizar" do seu ato, certamente ele encontraria os mesmos conflitos internos que o ser humano possui.
A autopiedade gera a hipocrisia.
A hipocrisia gera a autocorrupção.
A autocorrupção gera a heterocorrupção.
A heterocurrupção faz com que vivamos em um mundo sórdido de ganâncias, hipocrisias e egoísmo; onde o desejo insaciável do ter comanda todas as ações. Isso faz que o ser humano crie para si uma nova lei: a lei da descartabilidade.
Com a descartabilidade humana a nossa vida simplesmente vira um jogo de interesses (discutíveis) mas, mesmo assim jogamos esse jogo em inúmeras vezes. Transformamos pessoas em coisas descartáveis, e, valorizamos as coisas muito mais do que as pessoas. Serví mo-nos e jogamos fora e damos mais valor ao efêmero.
Quando o ser humano estará preparado para peso justo e justa medida?

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Conselhos que dei a mim mesmo II

Eglitz

Antes de dizer que não pode fazer qualquer coisa, Pense um pouco. Sempre existirá alguma força para continuar tentando, mesmo depois de dizer ou pensar que não podes fazer mais nada.
Cuidado quando dizem para você reivindicar os seus direitos. Você pode se decepcionar com as respostas.
Não exija nada de ninguém, para não ficares com amargura de alguém muito querido.
Não coloques a tua confiança incondicional em alguém; até a Bíblia diz: "maldito o homem que confia no homem". Dê a você mesmo o direito de duvidar de si mesmo. O erro é humano; mas quando errares não te condenes. Aprenda com o erro e siga em frente. Se você ficar remoendo culpa pelo passado, deixará de viver integralmente o presente.
A mente do homem é capaz de perceber somente os três tempos: passado, presente e futuro. Mas a mente superior é senhora do quarto tempo, onde as convencionalidades humanas não funcionam.
O homem tem consciência do passado, presente e futuro; mas tem poderes limitados de atuar só em um: O presente. A coisa que ele fez no passado, não poderá alterar mais. O futuro é uma incógnita. Só no presente podemos fazer coisas que alteram o nosso futuro.
Só hoje, podemos fazer coisas que ficarão em nossa memória; e poderão nos trazer amargura ou alegria no amanhã. Que bom se decidirmos pelo amor. Só amando verdadeiramente é que estaremos salvando o nosso futuro. Então hoje decida por amar e muito. E antes de desistir de algo importante para sua vida, pense um pouco.
Quando você iniciou a jornada pela vida, havia aproximadamente 400 milhões de adversários esperando que você desistisse de competir por ela. Mas você não desistiu e seguiu lado a lado com eles, acreditando que poderia ganhar. Você nadou o equivalente a 14 km em líquido ácido, para chegar até o óvulo. E você ganhou! A certeza disso é porque você está aqui hoje. Por tanto! Antes de desistir dos seus objetivos, lembre-se que jamais você terá em sua vida tantos obstáculos, quanto teve na ocasião em que competiu pela própria vida. E o segredo da vitória foi:
1- Você acreditou que podia...
2- Você agiu...
3- Você não desistiu.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Conselhos que dei a mim mesmo I

Se as coisas não funcionam do jeito que você quer, não se irrite, e busque a paciência dentro de você mesmo.
Não deixe que pessoas, ou coisas externas incendeiem o seu interior. Porque se isso acontecer, você será facilmente dominado.
Busque a serenidade, então terás controle de ti mesmo.
Não fique só buscando os seus próprios interesses, porque se isso acontecer, você demonstrará ser egocêntrico. Seja solícito em ajudar sinceramente aos outros; sem segundas intenções. Mas se não conseguires ajudar, mesmo depois de se esforçar, não fique se lamentando.
Aprenda o significado de: "não atirar pérolas aos porcos." Não condenes os que não gostam de ti. Não te deixes espezinhar, mas afaste-se serenamente e reze por eles. Respeite as diferenças sem se irritar. Se quiser que as coisas sejam todas do mesmo jeito, saiba que: não poderá haver crescimento.
Para conviver com as diferenças é preciso obrigatoriamente cultivar a tolerância, para evitarmos conflitos desestruturadores.
Temos a necessidade de ter paciência com os outros e aceitá-los como são. As pessoas não são muito diferentes umas doas outras. Temos os mesmos medos, as mesmas ansiedades. O nosso cérebro recebe os mesmos impulsos que o dos nossos semelhantes. O que acontece em algumas vezes, é que alguns tem maior controle sobre as suas emoções, mostrando maior equilíbrio e auto-confiança.
Para se ter o controle das emoções, precisamos praticar o autoconhecimento. E para isso, precisamos de muita coragem para nos reconhecer e nos aceitar.
A partir daí, formularemos mudanças. Essas mudanças nos conduzirão num sentido gradativo para a eficiência na vida.
Nos conflitos inevitáveis, procure não ver as coisas unilateralmente. Tente e busque amplo raciocínio, visando sempre o bem de todos.
A antipatia gerada pelas discordâncias de idéias deve ser combatida, não somente coletivamente, mas também como uma tarefa individual pela autocrítica, sempre visando um movimento produtivo no sentido positivo.
Se o nosso raciocínio for tão somente de um ponto de vista fisicalista e material, a nossa visão de mundo será cada vez mais estreita, e facilmente acostumaremos a ver as coisas de um lado só. Precisamos ser eficientes na transformação de nós mesmos. Não adianta querermos mudar o mundo, se não conseguirmos mudar nem os nossos pensamentos.
Não queira colocar DEUS em algum outro lugar, além do seu coração!
Lembre-se, do que JESUS disse à mulher samaritana: "que os verdadeiros adoradores de DEUS são os que o adoram em espírito e em verdade."
Procure não se isolar transformando-te em uma ilha, com medo que o mundo possa te contaminar. Lembre-se: “nem toda a água do oceano poderá afundar um barquinho, se ela não entrar nele”

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Nós somos estranhos ou a vida que é?

Eglitz

A vida é mesmo cheia de mistérios insondáveis em alguns momentos. Em um segundo estamos alegres e felizes; e em outro poderemos estar mergulhados na mais profunda tristeza.

Muitas vezes pensamos que encontramos o grande amor de nossa vida, e nos entregamos de corpo e alma; para depois de um tempo percebermos que não era bem aquilo que esperávamos.

Então toda a nossa alegria, todo o nosso entusiasmo, passou. Descobrimos tarde demais que fizemos escolhas impensadas.

Nada é mais cruel na vida, do que ter que chorar por erros cometidos. Diz um ditado que: "Amar é nunca ser preciso pedir perdão". Mas quem consegue amar sem ser amado? Só se fossemos um ser divino.

Um homem jura amor eterno àquela que ele pensa ser a mulher dos seus sonhos; mas na medida em que o tempo passa, e vê que o corpo da sua linda esposa já não é mais o mesmo; ele começa a se distanciar.

A mulher também, depois de alguns anos começa a descobrir todos os defeitos no homem que no começo foi seu príncipe encantado.

A chama do amor vai se apagando. E as esperanças de renovação vão morrendo. Só Deus poderá salvar o que já está perdido. Só o tempo poderá cicatrizar uma ferida aberta; e isso se os que foram feridos ajudarem. Do contrário, não existirá esperança.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Muitos caminhos para um só destino

Vivemos em um mundo onde a agitação é uma constante. Em todo o lugar, gente saindo, e gente chegando. Todo mundo tem a onde ir, todos tem o que fazer.

Há muitos caminhos, mas todos eles conduzem a um só destino: a transformação!

Para alguns, a transformação significará a morte; para outros, ela significará a quebra de paradigmas, que se configurará em uma mudança radical na vida.

Podemos trilhar vários caminhos, podemos pegar diversos atalhos na vida, e nos enganarmos que estamos perseguindo determinados objetivos. Mal compreendemos que estamos sendo conduzidos a um único destino: a morte! Essa é a coisa mais certa e concreta que existe, mas, geralmente relutamos em aceitar.

Quando chegarmos no final dos nossos dias na terra, olharemos para traz; e ficaremos amargurados, por saber que estivemos perseguindo objetivos efêmeros. Estivemos muito ocupados com coisas que já não nos trazem mais segurança.

Logo, logo, estaremos transpondo o limiar do invisível, e o nosso nome, e a nossa fisionomia, serão apenas uma lembrança.

Compreenderemos que as guerras foram em vão, que as noites mal dormidas por causa de preocupações, e, as horas de descanso que demos em troca de trabalhos insalubres, também foram em vão.

Mas como um velho sábio escreveu, no maior best-seller do mundo:" vaidade de vaidade, tudo é vaidade debaixo do sol".